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março 03, 2010

Selos

Recebi este selo da Ana C. Nunes, do blogue Floresta de Livros. Muito obrigada Ana. :)

Aparentemente esta coisa dos selos tem regras que, neste caso, são:
- Dizer 7 coisas sobre mim mesma;
- Repassar para 7 blogueiros.

Ora bem, 7 coisas sobre mim:
1º Sou extremamente positiva. Para mim o copo está, na maioria das vezes meio cheio;
2º As pessoas dizem que sou ingénua. Mas para mim só faz sentido ser assim, acredito nas pessoas e nas suas capacidades;
3º Adoro os dias frios que vêm acompanhados por um céu azul e um sol resplandecente;
4º Adoro andar a pé;
5º Pertenço ao grupo de mulheres que sentem dificuldades em estacionar. Desculpem, mas não conheço nenhum homem que tenha esta dificuldade. :p
6º Amo de paixão as minhas sobrinhas, as que já cá estão e a que vem a caminho. :)
7º Adoro tirar fotografias, de sítios e das pessoas que gosto, porque tenho pavor de me esquecer das coisas e das pessoas quando for mais velhinha.

Suponho que isto é do género passa a outro e não ao mesmo, por isso os 7 blogues são:
- Os Meus Livros
- Bibliomigalhas
- Tons de Azul
- Cozinha das Letras
- Viver a Leitura
- N Livros
- Não Compreendo as Mulheres

março 01, 2010

Não faço ideia do que quero ler neste momento...

Caramba... Olho para os meus livros que ainda não li e não me apetece pegar em nenhum deles. Odeio estar em contingência financeira, porque dizer que não faço ideia do que quero ler neste momento não é totalmente verdade. Se pudesse estaria neste momento a comprar um livro da Isabel Alllende, não leio nada dela há algum tempo e agora estou cheia de vontade de voltar a ela, mesmo que fosse um repetido, como A Casa dos Espíritos ou A Filha da Fortuna, mas não os tenho. Devia ter assaltado a estante da minha irmã ontem...
Era mais que bom se o novo da Joanne Harris já andasse pelas livrarias, também sinto falta dos livros dela, talvez vá reler um deles, que os dela tenho-os todos bem bonitinhos ali na estante...
Embora deva estar possuída por alguma escritora/leitora de literatura cor-de-rosa (só assim se justifica que esteja a olhar de lado para tudo que tenho aqui em casa para ler) dava tudo para ter aqui um livrinho do John Irving. Acho que nenhum escritor me diverte como ele...
Já pensei em reler alguma coisa do Camilo Castelo Branco, mas não sei se me apetece ler tragédias amorosas onde há sempre alguém a morrer tuberculoso, doença de que se morria no século XIX se a pessoa que amávamos não pudesse ser nossa... :)
O que é que eu faço? Odeio esta sensação, igual aquela que temos quando olhamos para o armário e não nos apetece vestir nada do que lá temos...
Desconfio que este tempo maluco me deu a volta ao miolo... semanas a fio sem sol deixaram-me melancólica e nostálgica.

Devia ser tão fácil como é para a Magali decidir se quer comer ou não! :p

janeiro 29, 2010

Novas Aquisições

Estes livrinhos são as minhas últimas aquisições para aumentar a já muito instável, até perigosa, pilha de livros que aguardam uma arrumação mais digna.

- A Peste (Albert Camus): Tenho ouvido, talvez o termo certo seja lido, coisas muito boas sobre este autor e a curiosidade levou-me a aproveitar estas edições mais baratinhas para experimentar o autor.

- O Cego de Sevilha (Robert Wilson): Livro escolhido para aproveitar a promoção de Natal da Wook. Queria muito o Crónica do Pássaro de Corda do Haruki Murakami, mas ao que parece está esgotadíssimo e sem previsão de quando voltará a ser posto em circulação. :(
Estava com curiosidade para ler qualquer coisa deste autor, pelo que me parece uma boa escolha.

- Carne de Cão (Pedro Juan Gutiérrez): A única coisa que li deste autor foi o Trilogia Suja de Havana. É um livro de histórias que se vão interligando entre si, sobre os cubanos e a vida, nada fácil, em Havana. Gostei bastante e, por isso, já há algum tempo que andava para ler mais qualquer coisa dele.

- Revolutionary Road (Richard Yates): Gostei muito do filme, com o Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Aproveitando a colecção da Revista Sábado, comprei-o porque quando acabei de ver o filme fiquei interessada em ler o livro.

- A Minha Mulher (Anton Tchekov) e A Voz Subterrânea (Fiódor Dostoiévski): Ontem estava com uma inclinação para os clássicos, ou melhor, para me iniciar nos clássicos, uma vez que, nunca li nada destes dois senhores. :)

Estou mesmo a precisar da nova estante que vem a caminho... :p

janeiro 17, 2010

The Road - O Filme

Abro aqui uma excepção ao tema dos livros, sem no entanto me afastar dele, para vos recomendar o filme que fui ver este fim-de-semana, A Estrada (The Road) do John Hillcoat, baseado no romance, com o mesmo nome do Cormac McCarthy (autor de Este País Não é Para Velhos).
Ouvi falar, há pouco tempo, deste livro do Cormac McCarthy e fiquei com muita curiosidade para o ler, sem saber que a história tinha sido adaptada e que estava a passar no cinema. As poucas críticas que li sobre o filme, antes de o ir ver, eram muito negativas, pelo que fui sem quaisquer expectativas e, adorei o filme. Muito, muito bonito, embora seja brutalmente violento, não só visualmente como psicologicamente. Como não li o livro, não posso avaliar se é ou não uma boa adaptação mas, como filme é muito bom. Tem o fantástico Viggo Mortensen, que tem aqui um papel impressionante, com uma transformação física também ela impressionante.
É um filme emocionante, que confesso me fez deixar cair uma lágrimazitas. É crú, rude, assustador e perturbador. Mostra-nos o instinto de sobrevivência dos seres humanos e do que somos capazes de fazer para nos mantermos vivos. Mostra-nos o lado bom e mau da humanidade, sendo o lado bom representado pelo Pai e Filho (sem nomes no filme e no romance, pelo que sei), onde a criança representa a esperança na renovação. Um dos melhores filmes que já vi...
Não posso deixar de expressar o meu desacordo com algumas das críticas negativas ao filme, de que é aborrecido e que era bom para preencher as tardes de domingo da TVI. Não tem nada a ver, garanto-vos de que não estamos sequer a falar do mesmo campeonato! :) Não é de forma alguma gratuitamente lamechas, é apenas duro!
Só tenho pena de não ter lido o livro antes, porque sei que agora quando o ler, já estarei influenciada pelo filme e, nestas questões prefiro sempre que sejam os livros a influenciar os filmes... :)

Deixo-vos aqui a sinopse do IMDB:
A father and his son walk alone through burned America. Nothing moves in the ravaged landscape save the ash on the wind and water. It is cold enough to crack stones, and, when the snow falls it is gray. The sky is dark. Their destination is the warmer south, although they don't know what, if anything, awaits them there. They have nothing: just a pistol to defend themselves against the lawless cannibalistic bands that stalk the road, the clothes they are wearing, a rusting shopping cart of scavenged food--and each other.

dezembro 25, 2009

Prendinhas de Natal

Este ano o Pai Natal foi generoso e trouxe-me uns quantos livrinhos. Livrinhos, salvo seja porque alguns estão mais para livrões que para livrinhos! :)

Oferecidos pelo meu mais que tudo:

Caim - José Saramago
"Pela fé, Abel ofereceu a deus um sacrifício melhor do que o de Caim. Por causa da sua fé, deus considerou-o seu amigo e aceitou com agrado as suas ofertas. E é pela fé que Abel, embora tenha morrido, ainda fala." (Hebreus, II,4)

Fúria Divina - José Rodrigues dos Santos
"Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra.
Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo."

Oferecidos pelos manos e cunhados:

A Sombra do que Fomos - Luís Sepúlveda
"Num velho armazém de um bairro popular de Santiago do Chile, três sexagenários esperam impacientes pela chegada de um quarto homem. Cacho Salinas, Lolo Garmendia e Lucho Arencibia, antigos militares de esquerda derrotados pelo golpe de estado de Pinochet e condenados ao exílio, voltam a reunir-se trinta e cinco anos depois, convocados por Pedro Nolasco, um antigo camarada sob cujas ordens vão executar uma arrojada acção revolucionária. Mas quando Nolasco se dirige para o local de encontro é vítima de um golpe cego do destino e morre atingido por um gira-discos que insolitamente é lançado por uma janela, na sequência de uma desavença conjugal..."

O Planalto e a Estepe - Pepetela
"Do encontro entre um estudante angolano e uma jovem mongol, nos anos 60, em Moscovo, nasce um amor proibido.
Baseada em factos verídicos, ficcionados pelo autor, esta história põe em evidência a vacuidade de discursos ideológicos e palavras de ordem, que se revelam sem relação com a prática. Política internacional, guerra, solidariedade e amor, numa rota que liga a um ponto perdido de África a outro da Ásia, passando pela Europa e até por Cuba. Uma viagem no tempo e no espaço, o de uma geração cansada de guerra num mundo cada vez mais pequeno.
Maravilhoso e comovente, este é um romance sobre o triunfo do amor, contra todas as vontades e todas as fronteiras."

2666 - Roberto Bolaño

"O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterioso escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? 2666.
Para se ler sem rede, como num sonho em que percorremos um caminho que nos poderá levar a todos os lugares possíveis."




Oferecido a mim mesma:

A Caixa em Forma de Coração - Joe Hill
"Judas Coyne colecciona o macabro: um livro de receitas para canibais... uma corda usada num enforcamento... um filme snuff. Uma lenda do death metal de meia-idade, o seu gosto pelo bizarro é tão conhecido entre a sua legião de fãs como os excessos da sua juventude. Mas nada do que ele possui é tão inverosímil ou tão medonho como a sua última descoberta, um artigo à venda na Internet, uma coisa tão estranha que Jude não consegue resistir a pegar na carteira.
"Vendo" o fantasma do meu padrasto a quem fizer a licitação mais alta.
Por mil doláres, Jude tornar-se-à o orgulhoso dono do fato de um homem morto que se diz estar assombrado por um espírito inquieto. Ele não tem medo. Passara a vida a lidar com fantasmas - o fantasma de um pai violento, o fantasma das amantes que abandonara sem compaixão, o fantasma dos companheiros de banda que traíra. Que importância teria mais um? Mas o que a transportadora entrega à sua porta numa caixa preta em forma de coração não é um fantasma imaginário ou metafórico, não é um benigno motivo de conversa. É real."

À excepção do Roberto Bolaño e do Joe Hill (filho do Stephen King), são todos escritores que já li e que adoro.

O que fazer a tantos livros?! Lê-los, pois claro! ;)

dezembro 24, 2009

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!


Desejo a todos os que seguem este espaço e, a todos os que aqui vieram parar por engano, ou não, um Feliz Natal. Desejo que estejam rodeados das pessoas que realmente importam e que amam.

Entrem em 2010 com convicção e com vontade de fazer do mundo um mundo melhor!

E, como não podia deixar de ser, que o ano que vem vos traga muitas e boas leituras! ;)

novembro 09, 2009

Leituras (quase) inacabadas

Todos nós temos livros que pura e simplesmente não conseguimos acabar de ler. Uns porque não era a altura certa para pegar neles, ou por serem de difícil leitura ou porque o tema não é o adequado para a altura. Outros, porque simplesmente não gostamos deles.
Quando era mais nova, não me lembro de alguma vez ter deixado um livro a meio. Houve uns que me custaram mais a ler, mas nunca os deixei a meio, fazia um esforço para os acabar. Não sei porque não os abandonava, se não estava a gostar da história... talvez porque livros novos não fossem assim tão frequentes cá em casa. Hoje a minha atitude perante a leitura mudou um pouco. Quando não estou a ter prazer na leitura, ponho de lado, mas não de ânimo leve. Com tanta coisa boa para se ler, sei que não vale a pena perder tempo com coisas que não nos dizem nada, mas resisto sempre mais do que devia. :)

Quando, pela primeira vez, não consegui acabar um livro fiquei aborrecida. Ainda por cima era um clássico sobre o qual tinha ouvido maravilhas, o Moby Dick do Herman Melville. O livro é enorme (o que para mim é sempre um ponto a favor) e começa muito bem, divertido, interessante. A páginas tantas torna-se tão aborrecido que só não parei de o ler mais cedo porque... porque era o Moby Dick e tive algum pudor em não lhe dar uma, duas, três oportunidades! :) Li-o quase todo, mas por pura carolice, até que um dia desisti, não aguentei mais... :p Aconteceu-me o mesmo com o Vale de Abraão da Agustina Bessa-Luís, autora que tinha muita curiosidade de ler. Achei o livro muito chato, não se passava nada... Foi com pena que o pus de lado, talvez um dia mais tarde já o saiba apreciar.

Felizmente a minha lista de livros inacabados não é muito extensa, mas tenho a noção de que deveriam estar lá mais uns quantos que me deram "água pelas barbas", o que só prova a minha teimosia! :) É o caso do Boa Tarde Às Coisa Aqui Em Baixo do António Lobo Antunes. Livro difícil... Nunca me senti tão burra a ler um livro. Foi das experiências mais frustrantes que já me aconteceram na leitura. Foi daqueles livros em que tive de voltar atrás uma data de vezes, a ver se conseguia apanhar o fio à meada. Quando ia para desistir, lá apanhei qualquer coisa, que voltei a perder não muito depois e, sinceramente fiquei com fobia ao senhor desde essa altura! Já tinha lido o Manual dos Inquisidores uns anos antes e, tinha achado o livro interessante, diferente de uma forma positiva por isso, quando encontrei tantas dificuldades para acompanhar o Boa Tarde Às Coisa Aqui Em Baixo fiquei surpreendida. Só de pensar nisso já estou a ficar com "borboletas no estômago". :/
Experiência semelhante tive com Os Versículos Satânicos do Salman Rushdie, que parei de ler, porque tive dificuldades em entrar na história. No entanto, tenciono tentar lê-lo daqui as uns anos, porque acho que foi um problema de timing, mais do que do livro em si. Quanto ao outro senhor, o António Lobo Antunes, não digo nunca, mas... acho que será muito difícil apanharem-me com outro livro dele nas mãos. :)
Outro autor que tenho alguma dificuldade em gostar é do Ernest Hemingway, li O Velho e o Mar, Por Quem os Sinos Dobram e deixei a menos de meio As Verdes Colinas de África, porque o tema da caça incomoda-me... Tenho pena de não conseguir ver nele o que milhões de pessoa vêem mas, não me consigo identificar com a escrita dele.

Depois tenho daqueles livros que acabei, mas que não gostei. Não por serem difíceis, mas por serem maus, com histórias absurdas e mal contadas. Foi o caso do A Ruína da Jennifer Egan, do O Autenticador do William Valtos, From a Buick 8 e Tommyknockers do Stephen King, de quem gosto muito, mas estes dois fizeram-me algumas comichões no cérebro... :)



Tendo em conta que já devo ter lido mais de uma centena de livros na minha vida, acho que as coisas não me têm corrido mal. Mesmo quando não estão especialmente bem escritos o que interessa é que o livro nos divirta, nos faça pensar e que nos deixe a pensar depois de acabado, que nos ensine alguma coisa e que nos faça pensar que valeu a pena o tempo que lhe dedicámos.
De certeza que tenho no meu futuro muitos livros que não vou conseguir ler. O que eu gostaria é que fossem daqueles que eu ponho de lado a pensar: "Talvez quando for velhinha já tenha a sabedoria necessária para os entender".

Boas leituras.