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agosto 31, 2016

A Dança dos Dragões - George R. R. Martin

Título original: A Dance With Dragons (part 2)
Ano da edição original: 2011
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência

"O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens  que comanda.
Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?"

Para as raras pessoas que ainda não terminaram de ler a saga e/ou não acompanham a série na televisão, esta opinião contêm spoilers. :)
Terminei a minha dose anual de Crónicas de Gelo e Fogo. :)  Este 5º volume (9º editado pela Saída de Emergência) - A Dança dos Dragões, é um livro que não avança muito na história dos Sete Reinos. O autor faz questão de, no início, frisar que o que acontece neste volume ocorre no mesmo espaço temporal que o volume anterior. Serve para recuperar algumas personagens não mencionadas no volume anterior, como Tyrion, Jon Snow,  Daenerys e Bran Stark.

Talvez por estar a acompanhar a série na televisão tive alguma dificuldade em manter-me interessada no livro. Talvez seja por isso,  mas também por achar que, às vezes, George R. R. Martin perde algum tempo com acontecimentos que parecem não levar a nada.  Continua a introduzir personagens que aparentemente  não acrescentam nada à história que se pretende contar. Nesta fase gostaria de sentir o autor um bocadinho mais focado. :p

Neste volume reencontramos Tyrion depois deste ter fugido de Porto Real. Encontra-se num barco a caminho da Baía dos Escravos, ao encontro de Daenerys. A Aranha tem um plano que começa a ser desvendado. É  uma viagem longa e atribulada onde Tyrion tenta, com o seu sarcasmo característico sobreviver ao ódio dos outros e ao ódio que, de certa forma, sente por si próprio. Continua a ser a minha personagem preferida,  a par de Arya, que neste volume não é referida. Tyrion está a cada volume mais amargurado com a sua sorte. Deprimido com o que a vida lhe reservou. A verdade é que nunca pensou ser um parricida.

Daenerys começa a sentir dificuldades em manter todas as cidades que conquistou e libertou da escravidão em paz. Para ajudar, os seus Dragões começam a ser um problema. Estão a crescer e a demonstrar toda a sua capacidade destrutiva que ela nem sempre consegue controlar. No entanto as suas conquistas não têm passado desapercebidas e o seu percurso começa a gerar algum interesse junto de alguns habitantes do Sete Reinos.

Bran continua a sua viagem para lá da Muralha, com Hodor, Jojen e Meera Reed e, claro Verão, o lobo gigante. Percebemos cada vez mais o que está guardado para Bran e a importância que poderá ter no Inverno que se aproxima a grande velocidade.

Jon Snow enfrenta na Muralha a desconfiança dos seus companheiros. Dividido entre a lealdade ao seus irmãos de negro, não tomando partidos na guerra pelo Trono de Ferro, e a vontade de vingar a família e retomar Winterfell, ajudando Stannis Baratheon na sua luta pelo trono. Pode confiar nele e na misteriosa mulher de vermelho?

Basicamente é isto.
Fica a faltar o 6º volume (10º da Saída de Emergência) e os que ainda não estão escritos para saber até onde vai a luta pelo Trono de Ferro, o que vai acontecer quando o Inverno chegar e qual vai ser o destino de toda aquela gente. :)

Boas leituras!

Excerto (pág. 77):
" - A Muralha não é sítio para uma mulher.
- Enganais-vos. Eu sonhei com a vossa Muralha, Jon Snow. Grande foi o saber que a ergueu, e grandes são os feitiços que estão trancados sob o seu gelo. Caminhamos à sombra de uma das charneiras do mundo. - Melisandre ergueu os olhos para ela, com a respiração a transformar-se numa nuvem quente e húmida no ar. - Isto é tanto o meu lugar como o vosso, e muito em breve podereis vir a ter grande necessidade de mim. Não recuseis a minha amizade, Jon. Vi-vos na tempestade, muito pressionado, com inimigos por todos os lados. Tendes tantos inimigos. Quereis que vos diga os seus nomes?
- Eu conheço os seus nomes.
- Não tenhais tanta certeza. - O rubi à garganta de Melinsadre cintilou, rubro. - Não são os adversários vos amaldiçoam na cara que deveis temer, mas aqueles que sorriem quando estais a olhar e afiam as facas quando virais as costas. Faríeis bem em manter o vosso lobo bem junto a vós. Gelo, vejo eu, e punhais no escuro. Sangue congelado, vermelho e duro, e aço nu. Estava muito frio.
- Está sempre frio na Muralha.
- Achais que sim?
- Eu sei que sim, senhora.
-Então não sabes nada, Jon Snow - murmurou a mulher."

agosto 24, 2015

O Mar de Ferro - George R. R. Martin

Título original: A Feast for Crows (part 2)
Ano da edição original: 2005
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência

"Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?

Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo?

A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?"

Termino assim o 4º volume (8º na edição portuguesa, da Saída de Emergência) da saga As Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin e, à semelhança do O Festim dos Corvos, não se avança muito na história, o que não quer dizer que não se passe nada. :)
À semelhança dos outros livros, algumas personagens morrem, alguns mistérios vão sendo revelados, muitas das personagens continuam a ser dúbias nas suas intenções e a luta pelo Trono de Ferro continua.

*Só pode conter spoilers*

Arya Stark, continua em Bravos, a trabalhar para se tornar uma discípula do Deus das Muitas Caras e a lutar para ser ninguém. Esquecer que foi Arya Stark não é tarefa fácil e esquecer a vontade de vingar os Stark parece ser ainda mais complicado. É uma miúda inteligente, mas não passa de uma miúda. Torço por ela, e gostava que ela não se transformasse numa espécie de monstro. Vamos ver o que o autor lhe reserva.

Vamos encontrar Sansa, agora Alayne, apresentada como filha do Mindinho, ainda no Ninho de Águia, junto do primo Robert. O Mindinho tem planos para ela. Vamos ver se se concretizam.
Um aparte e uma referência à série televisiva, George R. R. Martin, tem sido bem mais simpático com Sansa no livro do que na série, particularmente desde que esta fugiu de Porto Real. E mais não digo. ;)


Cersei parece estar perto de conseguir tudo aquilo com que sempre sonhou, ser Rainha e reinar, sem que nenhum homem mande nela. Parece, mas na realidade nem tudo lhe corre como planeado. Numa tentativa de afastar os Tyrell de Porto Real e do trono, tenta prejudicar Margaery, a jovem rainha do Rei Tommen. Consegue prejudicá-la mas não sem que alguns dos estilhaços a atinjam também. Como irá ela conseguir libertar-se da teia que ela própria criou?

Jaime é enviado, pela irmã, para Correrrio, com a missão de acabar com o cerco já longo ao castelo de Correrrio onde Brynden Tully, tio de Catelyn Stark, recusa render-se e ajoelhar ao Rei Tommen. Irá Jaime quebrar mais uma promessa, a que fez a Catelyn Stark, de nunca mais levantar uma arma contra um Tully ou um Stark? Estará sequer preocupado com isso?

Sobre Brienne não me vou alongar, para não estragar a história a quem ainda não leu, mas neste volume  continua a sua busca por Sansa e é protagonista de uma das cenas mais chocantes do livro. E mais não digo.

Neste volume passamos ainda pela viagem de Samwell até casa, por Dorne onde se insinuam planos de vingança há muito em andamento, e pela ascensão dos Homens de Ferro e toda a devastação que trazem com eles.
Não voltámos à Muralha e a Jon Snow, não se fala de Stannis e Melisandre, não sabemos mais nada de Daenerys Targaryen, Tyrion e Varys não mais são referidos. Bran Stark e os seu companheiros estão esquecidos desde que encontraram aquela personagem arrepiante e foram ajudados por Samwell.
George R. R. Martin promete, no fim deste 4º livro da saga, que o próximo - A Dance With Dragons - será dedicado a algumas destas personagens.
Gostei deste volume, embora não tenha avançado muito na história, fechou alguns assuntos e algumas das personagens tiveram desenvolvimentos potencialmente interessantes. :) 
Desta vez vi a série televisiva antes de terminar a leitura deste O Mar de Ferro, o que fez com muitas das coisas que li não fossem novidade. Aliás a season 5 avançou de tal maneira na história de algumas das personagens, que julgo que a leitura do 5º volume - A Dance With Dragons - não trará muitas surpresas... :/ 
Como algumas das personagens têm rumos diferentes do que aconteceu na série, acredito que ao virar de cada página poderá haver uma surpresa. :)

Boas leituras!


Excerto (pág. 259):
"Isto é um sonho terrível, pensou. Mas se estava a sonhar, porque doía tanto?
A chuva parara de cair, mas o mundo inteiro estava molhado. Sentia o manto tão pesado como a cota de malha. As cordas que lhe prendiam os pulsos estavam empapadas, mas isso só as apertara mais. Virasse as mãos como virasse, não conseguia libertar-se. Não compreendia quem a atara ou porquê. Tentou perguntar às sombras, mas elas não responderam. Talvez não a ouvissem. Talvez não fossem reais. Sob as camadas de lã húmida e cota de malha enferrujada, tinha a pele corada e febril. Perguntou a si própria se tudo aquilo seria apenas um sonho de febre."

dezembro 04, 2014

O Festim dos Corvos - George R. R. Martin

Título original: A Feast for Crows (part 1)
Ano da edição original: 2005
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência

"Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real.
Os jovens lobos, sedentos por vingança, estado dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Show foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...
Numa terra onde muitos se proclamam como reis e rainhas, todos estado convidados para o Festim dos Corvos. Venha descobrir quem serão os sobreviventes!"

*Só pode conter spoilers*

Mais um passinho em frente na saga de George R. R. Martin. Este volume pouco mais é do que um passinho. Cheira-me que um passinho importante mas sem que se avance muito na história.

Este é um volume essencialmente de mulheres. A única excepção será Samwell, o resto da história gira em torno de Cersei, Brienne, Arya, Sansa e Asha Greyjoy. Parece que o autor está com vontade de dar os sete reinos a uma mulher... :)

Cersei, após a morte do pai tenta manter o poder nas suas mãos. Vê na desgraça que caiu sobre os Lannister a oportunidade de nunca mais depender de um homem. Sem deixar de procurar o irmão Tyrion que odeia para além do que é compreensível.

Brienne ganha neste volume algum protagonismo, na procura de Sansa, desaparecida desde que Joffrey foi envenenado. Parece-me que o autor tem planos para ela. É uma personagem simpática e, de certa forma, divertida por isso ainda bem que não chegou a hora de ficar sem cabeça. ;)
Arya, a fantástica Arya, uma autêntica sobrevivente, depois de abandonar o Cão de Caça à sua sorte, parte para Bravos, terra de Syrio Forel e de Jaqen H'ghar. Em Bravos é acolhida numa espécie de templo, um sítio misterioso sobre o qual não se revela muito. Quem são as pessoas que lá vivem e o que professam não é, ainda claro. Arya, no entanto parece querer ficar ligada a eles e... logo veremos o que a espera. Torço por ela e se a miúda me morre antes do final glorioso que lhe desejo não leio mais nenhum livro!

Sansa continua no ninho de águia com o Mindinho. Ao contrário da irmã, Sansa não parece ter encontrado ainda o seu lugar na história e eu, como leitora continuo sem saber muito bem o que pensar dela. Embora sinta que o seu coração é Stark, não sei como é que tudo aquilo por que passou a mudou. Para que lado irá pender?

Asha Greyjoy ganha algum protagonismo neste volume ao mesmo tempo que a história se concentra na escolha de um novo rei das ilhas de ferro após a morte inesperada do pai de Asha e Theon Greyjoy. Mais uma mulher com pretensões a reinar.

Por fim Samwell, a pedido de Jon Snow, inicia a viagem de regresso a casa,  na companhia de Gilly, Maester Aemon e um irmão de negro, deixando a Muralha e os seus irmãos ajuramentados para trás. Pelo menos neste volume, não me parece que a vida de Samwell vá ser fácil daqui para a frente...

E toda a gente fala dos Dragões de Daeneryes Targaryen, embora poucos acreditem que existam de verdade.:)

Que venha o próximo!

Boas leituras!


Excerto (pág. 343):
" (...) Em que te faz pensar o cheiro das nossas velas a arder, pequena?
Winterfell, podia ter dito. Cheira-me a neve, fumo e agulhas de pinheiro. Cheira-me a estábulos. Cheira-me ao riso de Hodor e à luta de Jon e Robb no pátio, e a Sansa a cantar sobre uma estúpida bela senhora qualquer. Cheira-me às criptas onde estão os reis de pedra, cheira-me a pão quente a cozer, cheira-me ao bosque sagrado. Cheira-me à minha loba, cheira-me ao seu pêlo, quase como se ainda estivesse junto a mim.
- Não me cheira a nada - disse, para ver o que ele diria.
- Mentes - disse ele - mas podes guardar os teus segredos, se quiseres, Arya da Casa Stark."

março 16, 2014

A Glória dos Traidores - George R. R. Martin


Título original: A Storm of Swords (part 2)
Ano da edição original: 2000
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência

"O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada.   O Jovem Lobo também está em viagem, na companhia da mãe e do tio, numa tentativa de reconquistar duas coisas fundamentais para os Stark: a aliança da Casa Frey e o Norte. A primeira parece bem encaminhada, mas é sabido como o velho Walder Frey é traiçoeiro. Quanto à segunda, é uma incógnita, pois a tarefa que lhe cabe é quase impossível: conquistar Fosso Cailin a partir do sul.   Em Porto Real, há dois casamentos em perspectiva, qual deles o mais importante para o destino dos Sete Reinos. Mas quem sabe o que os caprichos do destino têm reservado para os noivos? Jaime Lannister, agora mutilado, regressa para junto dos seus sem saber o que o aguarda. E do outro lado do mar, o poder dos dragões renasce, com Daenerys à cabeça de uma hoste de eunucos treinados para a guerra e finalmente rodeada de amigos. Mas serão esses amigos... dignos de confiança?"

*Pode conter spoilers*

Oh boy! Oh boy! Ohhh boy!!! É o que apetece dizer depois de terminar o 3º volume (6° nas edições da Saída de Emergência) da saga As Crónicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Este é, até agora, dos melhores da saga. Cheguei a pensar que não ia sobrar ninguém vivo e a mexer... :)
Nem sei bem o que posso dizer aqui sem estragar todos os acontecimentos do livro... Vou ser sucinta.

Em Porto Real todos se preparam para o casamento de Joffrey com Margeary Tyrell uma união que os Lannister desejam e necessitam para ganhar a guerra e manterem Joffrey no trono de ferro. 
Tyrion ainda não se adaptou ao papel que o pai lhe reservou e anda meio perdido até ao dia em que... tudo muda e o Lannister mais novo se vê outra vez, entre a vida e morte, a lutar para manter a cabeça agarrada ao corpo.
Jaime Lannister regressa, são e salvo, para os braços da sua Cersei mas não parece encontrar nisso grande conforto. Tudo aquilo por que passou parece tê-lo mudado mais do que seria de esperar. À semelhança do irmão Tyrion, sente alguma dificuldade em reencontrar o seu lugar em Porto Real e em seguir aquilo que o pai espera dele.

A, até agora, gloriosa caminhada do Jovem Lobo até à vitória, parece estar prestes a terminar. Os homens do norte vão sofrer um inesperado golpe que parece acabar definitivamente com as pretensões dos Stark ao trono dos Sete Reinos. E sobre os Stark mais não digo. O autor George R. R. Martin parece ter desenvolvido uma aversão qualquer aos Senhores de Winterfell. Por mais voltas que o mundo dê, para os Stark não existem segundas oportunidades. :/

Sammy e Gilly, na sua fuga aos Outros, com dificuldade em encontrar o caminho que os levará até à Muralha de gelo, são salvos de um ataque das criaturas de olhos azuis, por um misterioso cavaleiro de mãos frias e vestido de negro. Quem é este homem que os leva até onde Bran e os seus jovens companheiros se encontram abrigados? Quem é este homem que pede a Sammy que traga Bran até ele?

Jon Snow enfrenta a desconfiança dos irmãos de negro quando regressa à Muralha, depois de ter viajado com os selvagens que seguem Mance, o Rei-para-lá-da-Muralha. No entanto, o tempo escasseia, pois hostes de selvagens e gigantes dirigem-se para a Muralha com a intenção de a atravessar. Nem eles querem continuar a viver do mesmo lado que os Outros. A batalha vai ser sangrenta e Jon, sem nunca esquecer Ingrid, vai ter oportunidade de provar aos irmãos de que nunca os traiu.

Daenerys, a Mãe dos Dragões, continua a sua caminhada até Westeros, conquistando cidade atrás de cidade e reunindo um batalhão impressionante de fiéis seguidores. A traição espreita e ronda mas nada parece travar a ascensão dela. Entretanto os dragões continuam a crescer... :)

Esta segunda parte do 3º volume está cheia de surpresas, de segredos revelados e de mortes violentas e inesperadas. É um volume que nos deixa com o coração nas mãos, sempre à espera que uma das "nossas" personagens deixe de existir... :) 
Este deve ser dos mais importantes para a evolução da história e todas as personagens, sem excepção, evoluem de forma abismal.

Este, acho que chega às 5 estrelas! É muito bom... :)

Termino como comecei: Oh boy! Isto promete...

Boas leituras!

Excerto:
" - És um verdadeiro rei? - perguntou Jon de súbito. - Nunca tive uma coroa na cabeça nem sentei o cu na porcaria de um trono, ser é isso que estás a perguntar - respondeu Mande. - O meu nascimento é tão baixo como poderia ser, nenhum septão me besuntou a cabeça com óleos não sou dono de castelos, e a minha rainha usa peles e âmbar, e não seda e safiras. Sou o meu próprio campeão, o meu próprio bobo, e o meu próprio harpista. Não te tornas Rei-para-lá-da-Muralha por causa de quem foi o teu pai. O Povo Livre não seguirá um nome, e não se importam com qual dos irmãos nasceu primeiro. Seguem lutadores. Quando abandonei a Torre Sombria, havia cinco homens a fazer ruído acerca de como podiam ser do material de que são feitos os reis. Tormund era um, Magnar outro. Matei os outros três, quando tornaram claro que preferiam lutar a seguir-me. - Podes matar os tais inimigos - disse Jon sem rodeios - mas serás capaz de governar os teus amigos? Se deixarmos o teu povo passar, és  suficientemente forte para os fazer manter a paz do rei e obedecer às leis? - Às leis de quem? Às leis de Winterfell e de Porto Real? - Mande soltou uma gargalhada. - Quando quisermos leis, faremos as nossas. Podes fixar também com a tua real justiça e os teus reais impostos. Estou a oferecer-te o corno, não a nossa liberdade. Não nos ajoelharemos perante vós."

outubro 29, 2012

A Tormenta de Espadas - George R. R. Martin

Título original: A Storm of Swords (part 1)
Ano da edição original: 2000
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência

"Os Sete Reinos estremecem quando os terríveis selvagens do lado de lá da Muralha se aproximam, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas. Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, encontra-se entre eles, debatendo-se com a sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.
Todo o território continua a ferro e fogo. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as batalhas, mas será ele capaz de vencer as mais subtis, que não se travam pela espada? A sua irmã Arya continua em fuga e procura chegar a Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.
Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra, e Sansa, livre do compromisso como o rapaz cruel que ocupa o Trono de Ferro, tem de lidar com as consequências de ser segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon se julgam mortos.
No Leste, Daenerys Targaryen navega na direcção das terras da sua infância, mas antes terá de aportar às cidades dos esclavagistas, que despreza. Mas a menina indefesa transformou-se numa mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar numa conquistadora impiedosa?"

*Pode conter spoilers*

Esta primeira parte do terceiro volume (5º da Saída de Emergência) das Crónicas de Gelo e Fogo, é muito boa! Todas as personagens importantes parecem cada vez mais perdidas, presas a situações para as quais não encontram saída. E começa-se a adivinhar um rumo que me parece promissor, com Daenerys Targaryen, a Mãe dos Dragões, a ganhar importância e com os Selvagens a trazerem um novo ponto de vista sobre os Sete Reinos e sobre as infindáveis batalhas que os assolam. É impressionante a capacidade de George R. R. Martin para conseguir renovar a história e mantê-la empolgante.

Resumindo, neste 5º volume, temos Porto Real a gozar a estrondosa vitória na Batalha da Água Negra que praticamente dizimou o exército de Stannis Baratheon, que recuou para lamber as feridas e congeminar o próximo ataque com a ajuda de Melisandre, a Mulher de Vermelho. Esta é uma das personagens que nos volumes anteriores me pareceu detestável e extremamente perigosa mas que, neste volume, depois de algumas explicações sobre o que a move, embora continue a ser muito dúbia, acabei a simpatizar um pouco com ela. ;) 
Tyrion a recuperar de uma tentativa de assassinato que o deixou desfigurado e às portas da morte, tenta perceber qual será o seu papel agora que o pai, Tywin assumiu o cargo de Mão do Rei. É um Tyrion meio perdido e sem grande capacidade de manter a sua inusitada inteligência ao serviço do reino (seja qual for o rei que acabará por favorecer) que encontramos neste volume. Ele acaba mesmo por ser o protagonista, forçado, de um dos acontecimentos que mais me surpreendeu... O que irá resultar daquela união tão improvável? ;)

Arya continua a sua interminável viagem de regresso a Correrrio, na companhia de Gendry e Tarte-Quente. Mas é mais do que óbvio que nem tudo vai correr como ela esperava. Continua a ser uma miúda surpreendente e muito divertida. Por muito forte que seja, só queremos que volte para junto da mãe, antes que seja tarde demais. É de partir o coração o desgosto de Catelyn que acredita ter perdido Bran e Rickon, que não sabe se Arya está viva ou morta, que tem Robb a arriscar a vida nos campos de batalha e Sansa refém dos Lannister. Queremos muito que descubra de uma vez por todas que, com Arya não tem de se preocupar e que os seus filhos mais novos estão vivos... É tamanho o desespero que surpreende todos quando liberta Jaime Lannister das masmorras de Correrrio, para que Brienne o leve até Porto Real como moeda de troca pelas filhas que os Lannister supostamente mantêm cativas.
Este volume mostra-nos um Jaime Lannister que continua a ser detestável mas, ao mesmo tempos mais digno de pena. Compreendemos melhor algumas das suas atitudes e personalidade. É provável que venha a ser uma peça muito importante no desenrolar dos acontecimentos e pode ser que faça pender a balança para o lado menos provável.

É por causa de Arya que vamos conhecer um grupo de foras-da-lei, uma espécie de exército rebelde, que luta, não por nenhum dos candidatos ao Trono de Ferro, mas pela união do reino, pelo povo a morrer de fome e violentado, e por um reino mais justo. E é esta ideia de uma alternativa à lei estabelecida, da sucessão de reis e de batalhas pelo poder, que parece insinuar-se em mais do que uma das vertentes da história, que torna este livro intrigante e abre uma série de possibilidades para o futuro da história.

Para lá da Muralha, a Patrulha da Noite enfrenta um dos seus maiores desafios. Irão conseguir travar a marcha dos Selvagens até à Muralha de Gelo? Serão os Selvagens a verdadeira ameaça? As respostas que obtêm não terão tido um custo demasiado elevado?
Jon Snow, infiltrado entre os Selvagens, dá-nos a conhecer um lado que nos outros livros sempre foi tocado muito ao de leve. O Povo Livre pode até ser selvagem e violento, mas tem uma forma de pensar que faz Snow questionar a sua fidelidade para com a Patrulha da Noite e os Sete Reinos.
Gostei particularmente dos capítulos de Jon Snow por me permitir conhecer a perspectiva dos Selvagens, os que ficaram do outro da Muralha de Gelo, quando foram instituídos os Sete Reinos.

Por último, a história de Daenerys começa finalmente a desenvolver-se. A Mãe dos Dragões inicia o seu tão ansiado regresso a Westeros para reconquistar um trono que acredita ser seu por direito. Daenerys não é uma mulher normal e só George R. R. Martin sabe (ou não) o que o futuro lhe reserva. Adivinha-se um caminho difícil na sua ascensão ao Trono de Ferro, que acredito vai ser seu. Conto que a sua luta seja épica e gloriosa! Gosto dela... ;)

Enfim, acho que até agora este foi o volume que mais gostei de ler. Só não vou pegar no 6º volume porque, para além de ter de o reservar na biblioteca, queria mesmo retomar a leitura do Pillars of the Earth que tive de interromper. Uma grande obra de cada vez... É melhor não dispersar mais a minha, cada vez menor capacidade de concentração! :)

Recomendo este e toda a saga até ao momento! Boas leituras!


Excerto:
"Mas se parasse, morria. Sabia-o. Todos o sabiam, os poucos que restavam. Tinham sido cinquenta quando fugiram do Punho, talvez mais, mas alguns haviam.se perdido na neve, alguns dos feridos tinham sangrado até à morte... e por vezes Sam ouvia gritos atrás de si, vindos da retaguarda, e uma vez ouvira um berro horrível. Quando ouvira aquilo, correra, vinte ou trinta metros, tanto e tão depressa como fora capaz, levantando neve com os pés meio congelados. Ainda estaria a correr se as suas pernas fossem mais fortes. Eles estão atrás de nós, eles ainda estão atrás de nós, estão a levar-nos um por um."

setembro 19, 2012

O Despertar da Magia - George R. R. Martin

Título original: A Clash of Kings (part 2)
Ano da edição original: 1998
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência
"A guerra pelos Sete Reinos continua e a batalha pela capital de Porto Real é a mais sanguinária de sempre. A frota de Stannis Baratheon vê-se encurralada em frente à cidade enquanto barcos carregados de fogo-vivo são enviados contra ela. Mas os sobreviventes conseguem levar o combate até às muralhas da cidade e todos os sitiados terão de lutar pela vida. Só quando os exércitos de Tywin e dos Tyrell chegam, se percebe que um dos lados será definitivamente esmagado. Mas num mundo de traições constantes, quem será que eles irão apoiar?

No Norte, os Stark estão entre a espada e a parede. Várias das suas fortalezas são atacadas pelos temíveis homens de ferro e até o castelo de Winterfell é conquistado pelo traidor Theon Greyjoy. Bran e Rickon conseguem fugir, acompanhados por Hodor e alguns companheiros, mas que futuro terão duas crianças numa terra ameaçada pelo Inverno?

Para lá da Muralha, Jon oferece-se para acompanhar um grupo de baterdores enviado para encontrar os selvagens, enquanto a principal força da Patrulha da Noite se fortifica junto às montanhas. Mas as coisas correm mal e Jon terá de escolher entre a morte... ou a traição aos seus irmãos.

Mais uma vez, George R. R. Martin consegue manter-nos agarrados até à última página. Personagens que amamos são mortas sem dó nem piedade, personagens que odiamos conseguem conquistar o nosso coração. De Arya a Sansa, de Robb a Daenerys, todas terão um papel fulcral neste fabuloso quarto volume de As Crónicas de Gelo."

Terminado mais um volume da gigantesca obra de George R. R. Martin, As Crónicas de Gelo e Fogo
Nesta segunda parte do 2º volume da edição original, a luta pelo trono torna-se verdadeiramente épica, com muitas batalhas a serem travadas por todos os Sete Reinos, cabeças a serem cortadas sem piedade, com alianças que se forjam e se desfazem ao sabor dos ventos frios do Inverno que se aproxima.

Em Porto Real, os Lannister tentam a todo o custo sobreviver à crescente revolta do povo esfomeado, enquanto esperam que os exército de Tywin Lannister chegue a tempo de os salvar do mais que certo ataque de Stannis Baratheon, que se dirige para a cidade real suportado por milhares de homens e navios. 
Tyrion, a Mão do rei, procura atenuar a infantilidade e brutalidade do sobrinho Joffrey e da inconsequente irmã, Cersei, ao mesmo tempo que prepara a defesa do castelo real, esperançado de que seja desta que o pai se vai orgulhar do seu "filho monstruoso". A importância de Tyrion continua a crescer mas, confesso que neste volume, senti que o autor esteve bem perto de o matar... :) Espero que não, gosto dele, gosto da sua ambiguidade, sabemos que não é mau mas a lealdade que tem à família e a inteligência que possui torna-o capaz de tudo. O desejo que tem de agradar ao pai sobrepõe-se a praticamente tudo, o que o torna imprevisível. Nada de bom o espera neste volume...

Em Winterfell, os Stark são alvo de uma investida traiçoeira de Theon Greyjoy, também ele com um desejo enorme de agradar ao pai, o senhor das Ilhas de Ferro e com sede de vingança contra os Stark. Theon consegue tomar o castelo de Winterfell e autoproclama-se Príncipe de Winterfell, no entanto o apoio que recebe do pai e da irmã é nulo e está longe de ser amado em Winterfell que o vêem como o  traidor que na realidade é, que tomou o castelo das mãos de duas crianças, uma delas aleijada. Quanto tempo durará o reinado de Theon?

Do outro lado do mar Daenerys, luta para reunir o apoio necessário para a sua causa, a reivindicação ao trono de ferro, que o regicida usurpou ao seu pai. Mas, parece que nem os três pequenos dragões que está a criar parecem ser suficientes para que a queriam ajudar a cumprir o seu destino. Será que no próximo volume teremos mais Daenerys e os seus improváveis dragões? Acredito que sim... ;)

Para lá da Muralha de Gelo, Jon Snow continua a sua patrulha pelas terras selvagens com o lobo gigante Fantasma a ter comportamentos estranhos que deixam Jon apreensivo quanto ao que aguarda a Patrulha da Noite naquelas terras sem lei e de como serão capazes de proteger os Sete Reinos de todo o mal que parece pairar sobre eles.

E assim continua a vida nos Sete Reinos. Achei este volume bem mais violento que o anterior, com muitas mortes e muito sangue. Confesso que a descrição das batalhas me aborreceu um pouco, são muitas e parece que cada vez há mais personagens secundárias. É muito Lord e muito Senhor... Demasiados nomes que me deixam baralhada quanto à sua posição na história... É impossível não nos perdermos com tanta gente... Preferia que o autor desse menos importância à árvore genealógica dos Sete Reinos. :) Daí este volume me ter custado mais a ler, no entanto gostei. Acho que foi um livro importante no desenvolvimento da história e no qual muitas personagens cresceram e deixam no ar a importância que poderão vir a ter nesta luta pelo poder, uma delas é de Arya. Esta rapariga ainda vai cortar muitas cabeças! :)
Para além da importância das personagens a história todo o volume deixa no ar referências a poderes antigos e poderosos. O título da edição portuguesa é muito assertivo nesse aspecto, uma vez que é neste volume que a magia começa a ressurgir. O que mudou para que poderes perdidos há séculos estejam a ganhar força?

Gostei muito e recomendo, como já seria de esperar. Que venha o próximo volume! :)

Boas leituras!

Excerto:
"Deu por si fora da cidade, a caminhar por um mundo sem cor. Corvos atravessavam um céu cinzento apoiados em grandes asas negras, enquanto gralhas pretas saltavam de cima dos seus banquetes em nuvens furiosas onde quer que os seus passos o levassem. Larvas brancas escavavam túneis em putrefacção negra. Os lobos era cinzentos, e as irmãs silenciosas também; juntos arrancavam a carne aos caídos. Havia cadáveres espalhados por todo o terreno dos torneios. O Sol era uma moeda quente e branca, brilhando sobre o rio cinzento que corria em torno dos ossos carbonizados de navios afundados. Das piras dos mortos erguiam-se colunas negras de fumo e cinza incandescentes e brancas. Obra minha, pensou Tyrion Lannister. Morreram às minhas ordens."

agosto 12, 2012

A Fúria dos Reis - George R. R. Martin

Título original: A Clash of Kings (part 1)
Ano da edição original: 1998
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência
 
"Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate.
No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.
O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...
O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!"

A saga dos Sete Reinos continua, neste 3ª volume da edição portuguesa (2º da edição original), com a luta pelo trono de ferro mais acesa do que nunca.
Embora a descrição das batalhas, nesta parte da história seja praticamente inexistente, achei este volume mais duro e mais opressivo que os anteriores. Com a família Stark espalhada por todos os cantos dos Sete Reinos, cada pedaço da história dedicado a cada um deles é triste e aflitivo. Para além disso as tramas que se vão planeando e aquilo que se vai pressentindo também não augura nada de bom. Pressinto que esta vai ser uma saga cada vez menos bonita de se ler... Mas é, também por isso que é uma saga que todos querem continuar a seguir. É um facto que existem personagens mais importantes do que outras, no entanto, nada impede que a sua importância deixe de existir assim que seja atingindo um propósito. E quem define isso é o autor, mais ninguém.

Joffrey Lannister é aparentemente o legítimo rei dos Sete Reinos a quem todos os outros senhores deveriam ter vindo jurar fidelidade, no entanto, após a morte do pai, vive juntamente com a mãe, Cersei Lannister, exilado por detrás das muralhas de Porto Real.
Aguardam impacientemente que o abastado chefe da casa Lannister, Tywin Lannister, consiga derrotar Robb Stark que se aproxima vindo do norte, a tempo de impedir que Stannis Baratheon e Renly Baratheon invadam Porto Real. Os dois irmãos mais novos de Robert Baratheon têm pretensões a trono de ferro e, lutam cada um deles, um contra o outro, para alcançarem esse objectivo. Apenas um Baratheon poderá chegar ao trono, nunca os dois...

Robb Stark, proclamado Rei do Norte e que não tem qualquer pretensão ao trono de ferro e a reinar nos Sete Reinos, vê o seu objectivo de vingar a morte do pai e libertar Arya e Sansa do cativeiro dos Lannister, comprometido pelas ambições de cada um dos outros pretensos reis. Em vez de juntarem forças contra o mal comum que são os Lannister, estas são divididas e por isso enfranquecidas pelos planos pessoais de cada um deles.

Do outro lado do mar, Daenerys Targaryen começa a reorganizar-se depois da perda trágica do seu "sol-e-estrelas" tendo consigo três armas poderosas que a torna na mais poderosa candidata ao trono de ferro.
Para lá da Muralha de Gelo as notícias não são nada animadoras. Os rumores acerca do regresso dos Outros parecem ser mais do que rumores.

Em Winterfell, Bran Stark, uma criança do Verão, com todas as limitações que possui e atormentado por pesadelos constantes, tenta ultrapassar a tristeza de nunca vir a ser um cavaleiro e luta a todo o custo para ser digno do nome Stark.

É, como podem adivinhar um livro um pouco triste. Tem descrições bem pesadas e momentos de pura aflição e miséria humana.
Os momentos mais leves são, mais uma vez protagonizados por Tyrion Lannister, o anão, que como Mão do Rei está mais acutilante do que nunca e que confirma, neste volume, a importância que ganhou no anterior. Só espero que George R. R. Martin não o mate porque a personagem dele é genial. :)

Personagens favoritas: 
Mais uma vez o pódio é ocupado por Tyrion e Arya.
Arya continua a ser uma miúda especial e neste volume perde alguma da inocência, deixando de ser uma criança rebelde, uma maria-rapaz, e passa a ser uma sobrevivente. Acredito que, juntamente com Tyrion, Arya é umas das personagens que não vai desaparecer tão cedo. Creio que o autor tem grandes planos para esta miúda. :)
Sendo que no pódio cabem, normalmente três, o terceiro terá de ser Jon Snow. Gosto do "bastardo" e acredito que para ele também estão reservados grandes acontecimentos. :)

Nunca é demais dizer que todas as personagens desta saga são dignas de destaque, sem excepção.

Posto isto e, esquecendo o nó que tanta personagem provoca no meu cérebro, este é um livro a não perder e que mantém as expectativas altas para os que se seguem.

Boas leituras!


Excerto:
"Arya atirou-se de cabeça pelo túnel adentro e caiu metro e meio. Ficou com tera na boca mas não se importou, o sabor era bom, era um sabor de lama, água, minhocas e vida. Debaixo da terra, o ar estva fresco e escuro. Por cima nada havia a não ser sangue, um rugido vermelho, fumo sufocante e os gritos de cavalos moribundos. Rodou o cinto para que a Agulha não se pusesse no seu caminho, e começou a rastejar. Tinha penetrado uns três metros no túnel quando ouviu o som, como o rugido de algum monstruoso animal, e uma nuvem de fumo quente e poeira negra formou uma vaga atrás dela, cheirando ao inferno. Arya susteve a respiração, beijou a lama do chão do túnel e chorou. Por quem, não saberia dizer."

Ao terceiro e quarto volume das edições portugueses corresponderá a 2ª temporada de Game of Thrones, já exibida e que ainda não vi porque queria ler os livros primeiro. Deixo-vos aqui um "cheirinho" desta fantástica série:

fevereiro 05, 2012

A Muralha de Gelo - George R. R. Martin

Título original: A Game of Thrones (part 2)
Ano da edição original: 1996
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Editora: Saída de Emergência

"Estes são tempos negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E os Targaryen sempre foram conhecidos pelo seu rancor e crueldade...
Mais perto, para lá da muralha de gelo que se estende a norte, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é bem pior do que a própria morte...
Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam. O ódio entre as várias Casas aumenta e desta vez o sangue mancha os degraus dos palácios e o veludo dos cadeirões dourados. E quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido mortalmente numa caçada. Terá sido um acidente ou um assassinato? Seja como for, uma coisa é certa: a guerra civil vem aí!"

Reservei este livro na Biblioteca depois de ter visto a primeira temporada de Game of Thrones porque, ao contrário do que é usual, gostei mais do que vi do que daquilo que li no primeiro volume da saga de George R. R. Martin, A Guerra dos Tronos, lido há mais de um ano (já comentado aqui). Fiquei com a impressão de que este segundo volume poderia mudar a minha opinião acerca da saga e... mudou! Começo a gostar desta gente dos Sete Reinos e arredores! ;)

Em A Muralha de Gelo, o que não falta é acção, muitas lutas, muitas cabeças cortadas, muito sangue e muita morte! Terrível? Nem por isso, a guerra é assim, feia e sórdida! E é neste livro que a guerra tem início, com a morte do rei dos Sete Reinos, Robert Baratheon e as esperadas lutas pelo trono ao qual muitos acham ter direito. 
No meio da conspiração e das traições que se cozinham nos bastidores, Ned Stark, acaba por ser arrastado para o meio desta luta pelo poder e, demasiado honesto e honrado, acaba por ficar em maus lençóis por ter confiado nas pessoas erradas. Por ser um guerreiro e não um político e por amar a família acaba por se ver de pés e mãos atados, colocando-se a si e aos que ama em perigo.
Para salvar o pai e as irmãs das mãos de Cersei Lannister, a rainha calculista, Robb o filho mais velho de Ned Stark, parte de Winterfell com os seus aliados, declarando guerra ao reinado dos Lannister. Rebenta assim uma guerra civil que ameaça dividir a região de forma definitiva, com alianças que se formam e quebram ao sabor do vento gelado e planos que se adivinham e se temem.
Enquanto os Sete Reinos andam distraídos na luta pelo poder, a norte, para lá da Muralha de Gelo, começam a surgir notícias inquietantes sobre o regresso dos Outros, sobre aldeias desertas, não se sabendo para onde foram os seus habitantes, sobre criaturas de olhos azuis, vindas de um mundo do qual não deveria ser possível regressar: o mundo dos mortos. :p
Enquanto o povo no sul luta pelo trono de ferro, a Patrulha da Noite, os guardiões da muralha de gelo, enfraquecida por anos de paz e pela dificuldade de recrutamento de novos irmãos de Negro, luta por se manter como a única barreira entre o mundo das trevas, que traz consigo o Inverno depois de gerações inteiras de Verão, e o resto do reino.

Para ajudar, parece que os Dragões afinal não foram extintos e poderão regressar... :)

Gostei bastante deste livro. É um livro que tem poucos elementos fantásticos, a fantasia resume-se aos dragões, aos lobos gigantes e a um mundo inventado na íntegra pelo autor. A fantasia acaba aí. Não existe magia, não existem super poderes, as cabeças são cortadas e são cortadas mesmo que a personagem que a tinha em cima dos ombros fosse uma das mais importantes na história... Gostei que o autor não tenha receio de matar as suas personagens, o que só é possível porque todas elas são muito fortes, muito bem caracterizadas e com um enorme potencial de crescimento na história. Só desta forma se conseguiria manter uma saga deste tamanho interessante durante tanto tempo, o que parece ser o caso.
Achei que neste livro a escrita é mais adulta e por isso, para mim, a história acabou por me prender mais.
Tal como no primeiro livro, acho que a forma como a história nos é contada, cada capítulo tem um narrador diferente, torna-a mais rica por permitir diferentes pontos de vista e vozes tão diferentes resultam numa leitura mais dinâmica.

Personagens favoritas: 
Nesta segunda parte da história, a Arya não tem tanto protagonismo, mas continua a ser uma presença muito forte. Continuo a gostar muito de Tyrion Lannister, o anão e, ganhei um carinho especial por Catelyn Stark. Na realidade neste livro não houve nenhuma personagem com a qual tenha embirrado especialmente, até os maus tem o seu encanto. O único que me chegou a irritar, por ser tão crédulo, foi mesmo o Ned Stark... :/

Recomendo a leitura e recomendo a série. Ter visto a série não me atrapalhou muito a leitura, acabou por ajudar a situar todas as personagens, no entanto, vou tentar, a partir de agora, ler primeiro os livros e só depois acompanhar a série. :)

Boas leituras!

Excerto:
"Mais tarde, não poderia afirmar que vira a batalha. Mas ouviu-a, e vale ressoou com ecos. O crac de uma lança quebrada, o tinir das espadas, os gritos de "Lannister", "Winterfell" e "Tully! Correrrio e Tully!". Quando compreendeu que nada mais havia a ver, fechou os olhos e escutou. A batalha ganhou vida à volta dela. Ouviu batidas de cascos, botas de ferro a chapinhar em água pouco profunda, o som de madeira de espadas a bater em escudos de carvalho e o raspar de aço contra aço, os silvos das setas, o trovejar dos tambores, os gritos aterrados de mil cavalos. Homens berravam pragas e suplicavam pela mesircórdia, e recebiam-na (ou não), e sobreviviam (ou morriam). As vertentes pareciam fazer truques estranhos com o som. Uma vez, ouviu a voz de Robb, tão claramente como se estivessem em pé a seu lado, gritando "A mim! A mim!". E ouviu o seu lobo gigante, a rosnar e a roncar, escutou o estalar daqueles longos dentes, o rasgar da carne, gritos de medo e de dor tanto de homem como de cavalo. Haveria apenas um lobo? Era difícil dizer com certeza."

janeiro 22, 2012

[Série] A Guerra dos Tronos

Título Original: Game of Thrones
Realização: David Benioff, D. B. Weiss
Transmissão: HBO (SyFy em Portugal)
Origem: USA

 Sinopse:
"Num mundo em que os Verões duram décadas e os Invernos se prolongam por gerações, as tensões e os jogos de poder, fazem parte da vida. Guerra dos Tronos é uma história coral num mundo mágico: a história de sete reinos, onde reis, rainhas, cavaleiros, vassalos, nobres e tiranos dançam numa batalha de traições, intriga, amor e luxúria.
A primeira temporada da série acompanha várias famílias: os Stark, Senhores do Norte; os Baratheon, que detém a coroa do reino; os Lannister, a poderosa família que controla as finanças do Reino e da Coroa; e os Targaryen, expulsos do trono pela actual dinastia. Entre eles um enorme grupo de cortesãos, súbditos e mercenários que desempenham um papel importante nas histórias cruzadas que compõem esta produção."

Acabei de ver o último episódio da primeira temporada de Game of Thrones, baseada na obra homónima de George R. R. Martin. Li, há uns meses o primeiro livro publicado pela Saída de Emergência, A Guerra dos Tronos e não tinha ficado especialmente impressionada com ele, confesso. 
Esta primeira temporada baseia-se no primeiro volume publicado pelo escritor e que a Saída de Emergência partiu em dois: A Guerra dos Tronos e A Muralha de Gelo.
Apenas li o primeiro e, na altura achei que não trazia nada de novo, que não era especialmente original e, embora soubesse que o livro originalmente não terminava naquele volume, não senti grande apelo para partir imediatamente para o segundo volume. Compreendo agora que se o tivesse feito, conhecendo a história que se seguirá, provavelmente teria gostado mais do livro. :)

É pouco comum gostar mais da adaptação cinematográfica de um livro do que da obra em si mas, neste caso foi o que aconteceu. A série está muito bem feita, com actores fantásticos dos quais destaco Peter Dinklage no papel de Tyrion Lannister. Simplesmente genial! :)

Resultado: tenho o segundo volume da série reservado na Biblioteca e, dada a lista de espera existente, estou a ponderar quanto vale a minha vontade de acompanhar a série, mas só depois de ter lido os livros... :)

Vejam que vale a pena e, agora com mais propriedade, leiam porque vale a pena!


Deixo-vos o trailer da primeira temporada:



novembro 11, 2010

A Guerra dos Tronos - George R. R. Martin

"Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da soberana. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard apercebe-se que também a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo."

Eis que dou por mim a fechar o primeiro livro da saga escrita por George R. R. Martin, As Crónicas de Gelo e Fogo, e a achar que não é assim tão espectacular como se dizia por aí. Estava à espera de algo mais inovador, mais arrebatador, mais empolgante, enfim, mais tudo. Não desgostei mas também não amei.
Sabendo que é uma saga e que o primeiro volume original corresponde aos dois primeiros volumes editados pela Saída de Emergência, vou dar o desconto e vou querer ler o segundo, porque achei este primeiro demasiado introdutório, sem grandes acontecimentos ou avanços na história. É também por ser um livro que faz parte de uma série deles que não me vou alongar muito nesta minha opinião, uma vez que comentar histórias das quais ainda não conheço o fim me parece inútil.

Tenho alguma dificuldade em falar da história, pois não encontrei nela nada de muito original e por isso tenho a sensação de que estou a relatar o óbvio... Temos um reino, governado por um rei não tão competente quanto isso, manipulado pela rainha, uma mulher ambiciosa e pertencente a uma família poderosa.
Temos uma família quase perfeita, os Stark, que vive em Winterfell, uma região gelada do norte dos Sete Reinos. Eddard Stark é amigo de infância de Robert, o agora Rei. Quando o amigo lhe oferece o prestigiante cargo de ser a Mão do Rei, Eddard sente que não é um pedido do amigo mas sim uma ordem do seu rei. Embora contrariado, Eddard aceita a oferta pois vê nela a oportunidade de investigar a estranha morte do seu antecessor e tem a esperança de que possa ser uma boa influência no reinado de Robert, um homem no qual mal reconhece o amigo de longa data, um homem cujo reinado modificou de forma tão vincada.
Temos intriga, conspirações, traições, personagens dúbias e muita violência. Temos lobos gigantes e uma muralha gigantesca, a Muralha de Gelo, que separa e protege o reino de um bosque sinistro supostamente habitado por criaturas misteriosas e pouco amigáveis.
Temos ameaças de invasão por povos vizinhos, apoiados pelos que estavam no poder antes de Robert, derrubados por este. Temos ódios antigos que não diminuem com o tempo, antes pelo contrário, apuram com o tempo. Temos isso tudo e mais algumas coisas e, pelo menos neste primeiro volume, é o que o livro tem para oferecer.

No início tive dificuldade em entrar na história. São muitos nomes, muitas personagens e muitos conceitos novos. Mas isso é natural em histórias do género e por isso não conta sequer como ponto negativo. Para mim o único ponto negativo foi mesmo a falta de originalidade porque se o tivesse lido antes de ter lido As Brumas de Avalon e O Senhor dos Anéis, talvez o tivesse achado diferente. Comparando, mal comparado, com a outra saga que anda pelas prateleiras de meio mundo, gostei mais da história do Fitz contada pela Robin Hobb em A Saga do Assassino, do que da história dos Sete Reinos contada por George R. R. Martin. Mas, como já disse, só depois de ler todos os livros poderei ter uma opinião formada e fundamentada.
Passando aos aspectos positivos do livro, que felizmente não são poucos, a história está bem contada, prende o suficiente para que se vá lendo "só mais um capítulo" e gostei da escrita limpa do autor. É uma escrita muito fluída e agradável de se ler. Tem personagens muito fortes e que tornam a história sólida e interessante. Gostei especialmente do núcleo da família Stark, de Eddard, um homem honesto e tolerante e adorei a relação que ele mantinha com os filhos. Gostei muito da Arya, uma pirralha rebelde, mais esperta que qualquer adulto naquela terra e gostei do Jon Snow, o bastardo, tão equilibrado e sereno. Achei enternecedora a forma como o autor descreve a relação entre os irmãos Stark.
Depois achei muito bem conseguida a personagem do anão Lannister, intrigante e tão dúbio que chega a irritar. :) Para além disso é divertido e traz um outro colorido à história.

Fiquei curiosa para ler o segundo volume, mais que não seja porque este acaba numa fase em que parece que acção vai começar a sério e fica-se assim a modos com um sabor amargo na boca. Parece quase como sentarmo-nos na sala de cinema, vermos os primeiros 20 minutos e obrigarem-nos a voltar daqui a uns meses para ver o resto do filme. Porque este primeiro livro é o equivalente a 20 minutos de um filme, é demasiado introdutório, basicamente de apresentação de personagens e do próprio mundo criado pelo autor.

Gostei e recomendo se gostarem de histórias de fantasia, com castelos, reis, rainhas e afins. Aconselho, no entanto que tenham o segundo volume à mão para quando terminarem o primeiro.

Boas leituras! :)

Nota: Segundo a minha contagem do Goodreads, este foi o 50º livro de 2010. Confetis e mais confetis. :p Não faço ideia se li mais este ano do que nos outros porque não sou de prestar atenção a essas coisas mas, gosto do número 50 e por isso aqui fica a nota. :)